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Seria este o sentido da vida?

(Texto escrito em 2011, encontrado como rascunho nos arquivos do blog. Hoje eu tenho uma visão diferente, e uma outra resposta para "qual é o sentido da vida?". Mas gostei do texto.) Você nasce. Imediatamente cai num contexto já formado. Pai, mãe, talvez alguns irmãos. Talvez caia numa família esquisita, talvez numa família bacana. Talvez não dê muito valor a tudo o que você tem, porque pra você aquilo tudo sempre esteve ali. Então você vai crescendo. Formando sua personalidade própria, ainda que emprestando traços. Começa a divergir em opiniões. Vem um conflito ou outro. Você decide que precisa de mais liberdade, de mais espaço, enfim, de viver sua própria vida. Então sai de casa. Pode ser para morar sozinho, pode ser para morar com alguém. Abraça esse mundão de Deus. E então vê que aquelas pessoas, aquela coisa toda de ter uma família, faz falta. Então você decide formar sua própria família. Tem um filho. Outro. Talvez até o terceiro. E então sua vida pass...
Tem uma coisa que eu sempre penso. (Aliás, tem várias que eu sempre penso, mas algumas é melhor não escrever, ha ha). Estava falando da simplicidade com que eu, você, todo mundo costuma resumir a vida alheia. Quem é ela? Ela? É a fulana de tal. É arquiteta, casada, tem dois filhos, mora no lago.  A descrição não dá uma linha completa. Mas por trás de cada palavrinha nessa sentença, quanta história.  É arquiteta. Ou seja, coloque aí uns bons cinco anos de universidade, talvez mais um de cursinho pré-vestibular. E uma vida sendo boa aluna no colégio, que não é qualquer um que passa pra arquitetura. Aí coloque depois a luta para conseguir algum estágio num bom escritório e depois a batalha para conseguir abrir o próprio, conseguir os clientes, dar conta dos projetos etc etc. É casada. Nossa. Por onde começar? Que tal por aquela paixão inconfessa e platônica da adolescência que quase fez com que ela desistisse do amor? Ou pelos namoros que "não vingaram" e desilusões...

Os zeros à esquerda

(Texto escrito em 2014 e encontrado aqui nos arquivos do blog, como rascunho. Eu devia estar brava com alguém nesse dia, hahaha...) Mais de 7 bilhões de pessoas no planeta, era de se esperar que a coisa estivesse um pouquinho melhor, não? Mas é que desses, muitos só servem para contar número. Nas estatísticas, quero dizer. Porque em suas próprias vidas, nem isso dão conta de fazer. São os famosos zeros à esquerda.  Cada pessoa tem um talento diferente, e isso eu entendo. Tem gente que é umzero na cozinha mas organiza uma casa que é uma beleza. Outra não tem muito cérebro mas o bumbum a isenta de ter que apresentar qualquer sinal de inteligência. E tem ainda aqueles que são mais completos mesmo, bonitos, inteligentes, bons profissionais, espirituosos etc. Tudo de bom essa turma. Agora, o que é duro de aturar são os que não são bons em nada. Os famosos zero à esquerda.  A pessoa não é bonita, não é rica, não é engraçada tampouco muito inteligente. Não sabe cozinhar, não sa...

Famigerada

E eis um texto que comecei a escrever em 2014 e que não tenho a menor ideia de para onde estava indo. Mas li e gostei. haha Tem coisas que provocam um friozinho na barriga. Outras, um calorzinho gostoso. Às vezes é como se tivéssemos levado um soco no estômago. Nevosismo pode provocar dor de barriga. Certas notícias fazem o estômago embrulhar. Certas coisas, empurramos com a barriga. Alguns maridos, agarramos pelo estômago. Algumas pessoas levam o rei na barriga. Ansiedade, faz um nó no estômago. Algumas pessoas, não engolimos. Certos comentários são indigestos. A barriga da perna está meio esquecida mas ainda existe. A barrigada na piscina sempre dói. A barriga de aluguél é polêmica, a de grávida, divina, a de chope, indesejada. Em inglês, tem-se borboletas no estômago. Em alemão, antes de decidir, ouve-se o que o estômago tem a dizer. Em francês, idem, mas não sei se existe a expressão correspondente.
E houve o tempo de Colégio Militar, de matar aula ensaiando na banda, de contornar as regras para fazer as nossas próprias, de sair pelos corredores morrendo de rir das coisas que nós mesmos dizíamos, de pegar uma "dispensa" com o sargento, de saber qual era  gosto de um brigadeiro trazido clandestinamente pra sala de aula, e de ter orgulho de ser aluna de uma instituição tão respeitada e única... E aquela foi a melhor época da minha vida. .  E houve o tempo de ir pra casa da Lorena e de sentar na cama dela e morrer de rir das coisas que nós mesmas dizíamos, de tramar mil planos mirabolantes e dar cabo a alguns, e ir à banca, e fazer sessão de beleza, e sessão com o pêndulo, e andar de patins e alugar Manobra Super Radical de novo e de novo na Video House e de sonhar todos os sonhos em que podíamos pensar sem sair do quarto dela... e aquela foi a melhor época da minha vida. . E houve o tempo de UnB, de fazer meu próprio horário escolhendo aulas tão incrí...
Tem gente que leva a vida como se ela fosse um problema a ser resolvido.  Tem gente que leva a vida como se ela fosse um caminho a ser percorrido.  Tem gente que leva a vida como se ela fosse uma fatalidade que não pode ser evitada.  Tem gente que leva a vida como se ela fosse um milagre a ser reverenciado.  Tem gente que leva a vida como se fosse uma aventura a ser experimentada.  No fim, cada pessoa irá sentir a vida da forma desejar enxergar. Sorte de quem está feliz com a forma que está enxergando sua existência. A mesma vida pode parecer incrível ou terrível, e tudo depende dos olhos de quem vê. (Devo dar um tempo no blog ou talvez começar outro. Veremos. Se você está lendo isto fez parte do seleto grupo para quem ainda enviei o endereço que seria o novo. Mas decidi que estava na hora de renovar muito mais que só o endereço do blog. Vamos ver o que a aventura nos reserva...!)
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A felicidade, pra mim, é assim.

Far from the madding crowd

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  Far from the madding crowd. Maravilhoso.

10 coisas que um bebê te ensina

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Um bebê te ensina... 1. que as coisas mudam o tempo todo e a gente precisa se adaptar constantemente; 2. que as coisas dificilmente vão sair como você planejou, e que isso não é necessariamente uma coisa ruim; 3. o valor do silêncio, ha ha. 4. a priorizar; 5. a fazer tudo que você fazia antes mas agora sem fazer o menor barulho, ha ha. 6. a aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam; 7. a viver o momento presente; 8. que a gente precisa de muito pouco para ser feliz; 9.  que a verdadeira alegria é a de servir; 10.  que a paciência pode até ter limite, risos, mas que o amor não tem.
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"Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário, vá por onde não há caminho algum e deixe seu rastro." .

Recall

Estou terminando de ler o Liberdade Crônica, da Martha Medeiros (depois de ter lido o Felicidade Crônica e o Paixão Crônica) e já estou sentindo gostinho de quero mais. AMO as crônicas da Martha, desde que a descobri no Almas Gêmeas na página do Terra (nossa, ein... Página do Terra! Ainda existe?? Alguém ainda acessa...??). Enfim... Esses três livros foram resultado de uma ótima seleção de crônicas da autora. Várias delas eu já havia lido mas foi ótimo ler de novo. E algumas foram novidade. Como esta, perfeita, que deixo aqui: Recall - Martha Medeiros De uma hora para outra, esta: montadoras de veículos estão chamando seus clientes de volta para fazer uma revisão nos carros que foram comprados num determinado período, já que foram constatados defeitos originais de fábrica. Chama-se o processo de recall, para que todo brasileiro entenda.  Eu também gostaria que me chamassem para um recall, mas não para avaliarem meu carro, e sim a mim mesma. Quem me convocaria? Ora, quem....

Vida de mãe de bebê

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. . . Pra falar sobre "vida de mãe" no geral ainda não posso porque estou só no comecinho da saga . Mas pensando bem, cada fase é uma fase, e a gente tem que ir aprendendo enquanto caminha. Olhando assim, todas as mães ainda estão no começo de alguma fase com um primeiro filho. Pode ser o começo da adolescência, o começo da vida adulta, o começo da vida delas depois que o filho saiu de casa. A seguir, alguns momentos da minha vida de mãe de bebê: ---------------------------------------------------------------------------- Um dia (pra variar) a Becky começa a latir feito doida, o que acorda a Julia, que começa a chorar. Piada do universo, bem nessa hora o telefone ainda começa a tocar (e era do meu interesse). Enquanto tento pensar por um microsegundo o que fazer primeiro, alguma coisa que estava no microondas fica pronta e ele apita. E eu me pego olhando pra ele e dizendo: calma, calma, já tô indo!! --------------------------------------------------------...
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Sweet child of mine. :-)
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A felicidade de estar vivo é saber lidar também com a dor. Acho que o gosto da vida é esse. É um bom misturado com nostalgia, misturado com uma tristezinha, misturado com as alegrias, e quando você junta isso tudo, vem esse sentimento que a gente tem por dentro. Essa soma de sentimentos é a experiência humana, e eu acho que a felcidade é isso. É você saber apreciar essa mistura. A felicidade não é só a euforia. A euforia é só uma parte. A felicidade engloba também o silêncio, as pausas, as dúvidas, os suspiros. As pessoas querem passar a vida toda só na crista da onda, mas se a onda só fosse a crista, então a crista em si já não mais exisitira. E lutar conta a tristeza é só adicionar sofrimento ao que nem precisaria ser tão sofrido assim. Nesse mundo de dualidades (claro- escuro, quente-frio, homem-mulher, certo-errado, vivo-morto etc) a gente tende a precisar das duas coisas. É tudo parte do movimento, e a vida é esse movimento. A gente precisa dormir e acordar. Sair e voltar. Ouvir ...
A paciência é uma virtude.  Sim. Eu sempre soube disso. Mas só outro dia me toquei que essa virtude é em benefício daquele que desenvolveu a paciência - não do resto do mundo. Meio óbvio, né? Mas veja bem, foi também só outro dia que eu fui entender que o "pinga em mim" da música estava falando da bebida. Até então eu simplesmente imaginava as goteiras pingando no cara. Ha ha ha.
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"Se o vento não é suficiente, leve consigo os remos".  Provérbio latino & história da minha vida.
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I swapped my innocence for pride, Crushed the end within my stride Said I'm strong  Now I know that I'm a beaver I love the sound of you walking away Mascara bleeds a blackened tear And I am cold, yes, I'm cold  but not as cold as you are I love the sound of you walking away Why don't you walk away?  Why don't you walk away? No buildings will fall down Won't you walk away? No quake will split the ground The sun won't swallow the sky Statues will not cry Why don't you walk away? Hey.

Vou te contar por que estou solteira, Simone Lemos

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E finalmente saiu do forno meu novo livro, rufem os tambores, trummm trumm trumm  Vou te contar por que estou solteira Dessa vez é um chick lit que conta a história da atrapalhada Maitê e seus planos mirabolantes para arrumar um marido!  Vou fazer alguns eventos de lançamento e promoção do livro em novembro, quando estiver no Brasil. Mas para quem não quiser esperar até lá, ele já pode ser encomendado pelo site da Editora Chiado ou no balcão de qualquer livraria Cultura ou Saraiva no Brasil, e Fnac, Bertrand e Wook em Portugal. Em Lisboa, ele também está distribuido na livraria Desassossego!   E gente, não é porque fui eu quem escreveu não, mas eu realmente recomendo esse livro, kkkkkkkk... Falando sério, a história é muito boa!! Mas como eu sou suspeita pra dizer, quem quiser conferir o que andam dizendo dele, é só botar o título e  e meu nome no google e ver o que as blogueiras de resenhas estão comentando!! Sinopse O que aco...
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Toda vez que eu falava que tinha que acordar às 5:30am na época do Colégio Militar, todo mundo dizia: nooooossa... Você acordava essa hora???? Coitada!!! Agora quando eu digo que tem noites que minha filha dorme até às 5am (o que é meia hora antes do que era o horário do colégio) as pessoas dizem: uau, que maravilha!! Que sorte a sua, ein!! É. Os parâmetros mudam.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...

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E então um dia o horário muda e passa a escurecer só quase 8pm. E faz 13 graus - positivos! E a bebê fez 4 meses e como num passe de mágica, parou de soluçar o dia todo, e regurgitar toda santa vez que ia pro trocador, e de ir pro trocador trezentas vezes no dia (o que significava uma troca de roupa quase que a cada troca de fralda), e de chorar tanto "sem motivo". E de repente você pode sair com ela de casa (onde se lê: a família pode voltar a sair de casa sem precisar que alguém fique pra trás cuidando), e você encontra a melhor forma de descer com as "tralhas" + bebê até o carro - e veja só, enquanto você faz esse trajeto seu pé nem afundou na neve nem nada. Ah sim. Porque de repente a neve começou a derreter, o que te possibilita também passear com o bebê no carrinho e o cachorro na coleira, o que significa um cachorro mais traquilo que não tem mais a necessidade de latir feito doido pra cada folhinha que voa lá fora - inevitavelmente acordando a bebê. B...