Pinceladas



A modelo e apresentadora de tv Heidi Klum está se separando do cantor Seal, sete anos e quatro filhos depois. A notícia veio como um choque, já que para o mundo eles pareciam o casal perfeito. Aí eu leio um comentário de uma garota na internet dizendo: "Se até eles estão se separando, então não acredito mais em casamento." E eu diria: em vez de não acreditar mais em casamento, por que não acreditar menos no que a mídia te conta? Se a separação está acontecendo é porque obviamente o relacionamento tinha problemas. Mas é claro, não era o que parecia. Porque, é óbvio, não é a imagem que queriam passar. E fim de papo.

ps1. E se você não sabia que eles estavam se separando, parabéns: está assistindo menos tv que eu.

ps2: E se você não sabia nem quem eles eram, mais parabéns ainda. Ainda não cheguei nesse estágio. E nunca deixo de ler a capa da People enquanto espero na fila do mercado.
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Por que as pessoas gastam dinheiro e passam dor tirando suas sobrancelhas, e depois compram um monte de pincéis e sombras para desenhá-las novamente? É uma tentativa de mudar a sobrancelha de lugar? Poupe seu trabalho de uma vez por todas aceitando que o lugar dela é ali mesmo, em cima dos olhos.
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Outro dia tive que resolver algo com o Banco do Brasil. Isso porque de uma hora para outra, não estava mais conseguindo fazer movimentações online. Para isso, teria que ir até um caixa eletrônico e blablabla, e aqui onde estou não tem caixas do BB. Enfim. Como primeira providência, tento ligar para o banco. E não consigo. Era necessário uma senha de quatro digítos para falar com qualquer pessoa. Então aguardo uma viagem que já tinha marcada a Nova York e vou à agência de lá. Sou bem atendida mas talvez por não entender exatamente meu problema, não sei explicá-lo à moça. Saio de lá achando que resolvi o problema, sendo que não tinha. Por via das dúvidas, saio de lá tambémm com a tal a senha de quatro dígitos. Chego em casa e de cara preciso usá-la, já que minhas movimentações bancárias continuavam bloqueadas. Consigo então falar com uma moça que diz que isso só com meu gerente. E que era para ligar tal horário, quando a agência já estaria fechada, e ele, mais desocupado, poderia falar comigo. Então eu ligo. E ele se recusa a me atender.

Pois é. Pelo jeito não era só a cheque especial ou atendimento prioritário na agência que eu não teria direito com aquele meu tipo de conta. Esqueceram de me avisar que falar com o gerente também não está incluído. Eu bem que já devia ter feito um upgrade, começo a pensar. Ficar nessa de manter essa conta básica só pra pagar taxas menores pode não ter sido o melhor negócio... Mas enfim. Ligo novamente na agência de Nova York, conto a história e aí eles não só resolvem meu problema como ainda me telefonam para avisar que já resolveram.

Conclusão: na impossibilidade de um upgrade de conta, um de endereço talvez resolva.
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Mas tem horas que a gente tem que pagar um extra pra ter um certo conforto. Foi a conclusão depois de viajarmos de ônibus para Nova York com uma empresa chinesa. O preço era tão baixo que não dava pra entender. O mesmo valia para o que o motorista falava: também não entendíamos nada. Nem nós nem os americanos que pegariam o mesmo ônibus. O homem de olhos puxados apontava pra um dos ônibus e dizia "Iximondi, Uixíííííínia" e lá fomos nós, com coragem e uma ponta de dúvida, para Richmond, Virginia. Compensou pagar um pouco mais? Ah, sim. Pelo menos tínhamos certeza que estávamos indo pro lugar certo.

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